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A revolução das HealthTechs

A tecnologia é nossa aliada e facilita o dia a dia em várias situações. Com o avanço tecnológico, naturalmente outras áreas vão se aproveitando do advento e a medicina não poderia ficar para trás. É nessa brecha que entram as HealthTechs, que vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado, cujo investimento global dobrou de 2014 a 2018, passando de US$ 7,1 bilhões para US$ 14,6 bilhões, segundo dados do fundo de investimento Startup+Health, pertencente à plataforma brasileira de inovação aberta Distrito.

Só nos EUA, esse mercado movimenta US$ 2,8 trilhões por ano, segundo o Centers for Medicare & Medicaid Services (CMS), e tem atraído o investimento de empresas como Uber, Google, Apple e Amazon. No Brasil, o número de HealthTechs mais que dobrou em cinco anos.

As HealthTechs são startups e empresas que usam tecnologia, dados e conhecimentos médicos para melhorar as condições de vida das pessoas. Entre as soluções que oferecem, está a maior facilidade para consultas e exames, redução de custos e tempo de resposta, melhora no acesso a diagnósticos e tratamentos, além de ampliação na comunicação entre médicos, profissionais de saúde e pacientes. Também possibilitam mais agilidade e eficiência nos processos, já que elas oferecem meios eletrônicos e automação para gestão das informações.

Expansão e projeção das HealthTechs no Brasil

As HealthTechs têm se mostrado eficientes e são uma ótima oportunidade de negócios. No Brasil, o número dessas startups aumentou consideravelmente nos últimos cinco anos. De 160 registradas em 2014, o número saltou para 386 em 2019, um aumento de 141%. O país tem mantido uma média de duas novas HealthTechs por semana, num boom semelhante aos dos aplicativos de transporte há quatro anos. De acordo com Gustavo Araujo, cofundador da Distrito, hoje, o principal segmento das startups é a telemedicina, que durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) está com suas limitações abrandadas temporariamente por portaria do Ministério da Saúde e por lei sancionada pelo Presidente da República. Na estimativa de Araújo, o setor das startups de saúde deve se consolidar entre quatro e cinco anos por aqui.

Distribuição das HealthTechs no Brasil

As HealthTechs no país estão distribuídas da seguinte maneira: 60,6% no Sudeste, 28,7% no Sul, 7,8% no Nordeste e 2,9% no Centro-Oeste. Nenhuma está registrada na região Norte.

Divisão das HealthTechs por função

Segundo mapeamento da Distrito, divulgado no Distrito HeathTech Report, as 386 startups, de acordo com suas funções, estão divididas da seguinte maneira:
· Melhoria de gestão e processos clínicos, hospitais e laboratórios – 23,9% (92 empresas);
· Acesso à informação – 16,3% (63 empresas);
· Marketplace – 15,5% (60 empresas);
· Farmacêutica e diagnóstico – 10,9% (42 empresas);
· Relacionamento com pacientes – 8,8% (34 empresas);
· Telemedicina – 8% (31 empresas);
· Dispositivos médicos – 7,8% (30 empresas);
· Inteligência artificial e big data – 5,4% (21 empresas);
· Wearables e IoT – 3,4% (13 empresas).

As 10 maiores HealthTechs brasileiras

O top 10 das startups de saúde no Brasil, segundo a Distrito, são definidas por uma série de critérios que incluem faturamento, número de funcionários, seguidores nas redes sociais e financiamento. São elas:

  1. Dr. Consulta;
  2. Pixeon;
  3. Vitta;
  4. iClinic;
  5. Memed;
  6. GTplan;
  7. iMedicina;
  8. Semantix;
  9. Magnamed;
  10. Hi.

HealthTechs na área da estética

As startups abrangem várias especialidades clínicas. Na dermatologia, por exemplo, temos a Skin Analytics, uma HealthTech criada em 2012 com o intuito de ajudar mais pessoas a sobreviverem ao câncer de pele. A empresa criou uma série de algoritmos de que podem tirar uma fotografia dermatoscópica da lesão na pele de uma pessoa e ajudar a identificar câncer de pele. De acordo com o estudo “AI Solution: The Deep Ensemble for the Recognition of Malignancy (DERM)”, a inteligência artificial é tão eficiente quanto dermatologistas em identificar melanoma.

O aplicativo Skin Image Search, da empresa First Derm, também busca utilizar a inteligência artificial como aliada para ajudar a identificar se há algum problema na condição da pele do seu usuário. Para isso, é preciso carregar uma foto da sua pele na plataforma, onde a inteligência artificial irá fazer uma avaliação e oferecer um possível diagnóstico. Segundo a empresa responsável, o app consegue identificação a condição de maneira acurada em 40% dos casos. Em 80% das consultas, o app consegue apontar as cinco possíveis condições do problema do usuário para agilizar o diagnóstico médico.

A estadunidense Hims começou focada no público masculino, mas passou a atender a demanda feminina também. Na plataforma, é possível adquirir receitas para compra de produtos dermatológicos que estão disponíveis à venda no site e são entregues em domicílio. Para isso, o usuário precisa preencher um formulário digital, que será avaliado por uma rede de médicos que verificarão quais são as necessidades e então passarão a prescrição, caso seja de fato necessário

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