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Complicações mais comuns em procedimentos estéticos com preenchedores injetáveis – e como evitá-las

Os procedimentos com preenchedores injetáveis estão entre os mais procurados no universo da estética – que, por si só, é um mercado que só tem crescido. Nas últimas décadas, o mercado da estética registrou um volume três vezes maior de negócios.

Chama atenção o que os preenchedores injetáveis representam nesse cenário: o número total de procedimentos com preenchedores aumentou em aproximadamente 312% durante os últimos 15 anos. No mesmo período, a utilização de injeções anti rugas aumentou impressionantes 809%.

Os dados são do relatório “Facial Injectables Market – Growth, Trends, and Forecast” (2019 – 2024).

Entre o que motiva o crescimento desse mercado em geral, estão fatores como aumento da consciência das pessoas sobre a estética e os procedimentos não invasivos, o envelhecimento da população e a introdução de injetáveis com custo acessível no mercado.

A tendência do uso de preenchedores injetáveis se deve principalmente às vantagens das tecnologias, como baixo tempo de recuperação, menor risco de infecções, sem perda de sangue e a redução geral dos custos dos procedimentos.

Juntamente com o envelhecimento da população, a nova geração tem sido atraída pela indústria de cosméticos para parecer mais jovem. Além disso, os avanços tecnológicos também estão ajudando no crescimento do mercado dos preenchedores cutâneos..

Mas apesar de considerados muito seguros, os procedimentos injetáveis estéticos também podem gerar complicações para o paciente. Anamnese cuidadosa, um planejamento terapêutico adequado e competência técnica são fundamentais para evitar isso. Ainda assim, é fundamental que quem for executar o procedimento saiba avaliar e lidar com possíveis complicações.

Complicações mais comuns associadas ao uso de injetáveis cutâneos

As possíveis complicações associadas ao uso de injetáveis estéticos podem ser classificadas em:

Reações precoces, que duram de poucos a vários dias.
Como reações locais; eritema; edema; injeção superficial do material de preenchimento (que pode levar ao branqueamento ou, no caso de ácido hialurónico, à coloração azulada no local da injeção [efeito Tyndall]); ativação de herpes; infecção; hipersensibilidade aguda; protuberâncias; e complicações vasculares.

Reações de início tardio, que podem durar semanas a anos.
Como formação de nódulos ou granulomas; infecção tardia; manifestação de biofilme de bactérias; e migração de material de preenchimento.

Imagine a frustração de quem busca um tratamento estético, mas acaba com a sua aparência prejudicada? Os danos não são apenas físicos, mas também emocionais, podendo abalar significativamente a moral e a autoestima do paciente. Por isso, os profissionais que realizam esses procedimentos devem estar preparados para evitar as complicações. Mas, caso ocorram, devem saber aplicar o melhor tratamento.

O que fazer para evitar

A primeira coisa é investigar o histórico do paciente. Há presença de distúrbios hemorrágicos? Herpes, doenças autoimunes, gravidez, alergias, tendência à formação de queloides e uso de medicamentos como anticoagulantes ou vitaminas/suplementos fitoterápicos associados a sangramento prolongado?

Para pacientes que usam anticoagulante, se foi prescrito por um período limitado, o ideal é adiar a aplicação dos preenchedores até interromper a medicação. Mas se a medicação é de uso contínuo, vale a pena avaliar bem o risco/benefício da sua interrupção.

Também é importante descobrir se esse paciente já passou por outros procedimentos estéticos. Que tipo de preenchedores usou? Teve reação alérgica aos preenchedores ou anestésicos?

A recomendação geral é evitar os preenchedores caso haja uma infecção ativa perto do local da aplicação, algum processo inflamatório adjacente, imunossupressão, tratamento odontológico, alergia, gravidez e amamentação.

Especialistas da área recomendam preencher o formulário abaixo e deixá-lo junto ao prontuário do paciente:

FORMULÁRIO: Dados importantes para incluir nos registros dos pacientes

Dados do paciente:
⦁História médica: sangramentos, herpes, doenças autoimunes, gravidez, alergias, tendência para queloides, tratamentos dentários e medicações;
⦁Fotografias pré-tratamento;
⦁Exame físico: assimetrias, infecções em zonas adjacentes (intraoral, mucosa, dentária ou até sinusite), processo inflamatório adjacente;
⦁Procedimentos estéticos anteriores (tipo de preenchedor usado, locais injetados, reações alérgicas prévias a preenchedores ou anestésicos).

Termo de consentimento informado

⦁Detalhes intra-procedimento
⦁Tipo de antimicrobiano utilizado;
⦁Luvas estéreis ou não;
⦁Pontos de injeção;
⦁Volume de preenchedor usado por ponto;
⦁Tipo de preenchedor (data de vencimento, lote);
⦁Agulha ou cânula (data de vencimento, calibre, lote);
⦁Recomendações pós-procedimento.

Preparo e técnica são fundamentais

O mercado da estética cresce de maneira acelerada, principalmente impulsionado pelos procedimentos pouco invasivos – como a aplicação de preenchedores injetáveis cutâneos. Como consequência da popularização desse mercado, surgem também os profissionais pouco preparados, o que tem aumentado o número de processos na justiça de pacientes insatisfeitos contra quem executou o procedimento.

Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma nota de alerta à população em setembro do ano passado (2019) afirmando que a indicação e a realização de procedimentos dermatológicos ou cosmiátricos invasivos devem ser conduzidas apenas por médico, de preferência dermatologista ou cirurgião plástico com título de especialista reconhecido.

Segundo a entidade, “qualquer procedimento dermatológico ou cosmiátrico invasivo exige a aplicação indispensável de conhecimentos médicos, sobretudo em razão dos riscos e danos (muitas vezes irreparáveis) que lhe são inerentes”. A preocupação é que as complicações decorrentes destes procedimentos sejam avaliadas por médicos, o mais precocemente possível, tanto para o correto diagnóstico e tratamento, quanto para a prevenção de sequelas.

O CFM e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), junto a outras entidades médicas, trabalham ainda na esfera jurídica para suspender normas administrativas de conselhos de categorias profissionais que promovem uma invasão de competência de atos legais exclusivos da medicina, “que é a única profissão que tem outorga em lei para realizar procedimentos de caráter invasivo, inclusive no campo da estética”, como consta na nota de alerta à população.

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