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Dicas para manter a saúde do consultório durante a pandemia

Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as pessoas tiveram de praticar o isolamento social e passaram a sair de casa somente para atividades essenciais. Paralela à preocupação com o possível colapso do sistema de saúde, existe a também a preocupação com a baixa demanda por atendimentos em alguns setores da área.

As clínicas e consultórios particulares acabam sofrendo com a falta de procura e, em muitos casos, a obrigatoriedade de manterem suas portas fechadas – como ocorreu em Santa Catarina. Estados e municípios têm liberdade para decretarem as medidas de isolamento, então a realidade pode ser diferente em vários locais do país. No Piauí, por exemplo, o Conselho Regional de Medicina emitiu recomendação no dia 15 de abril prorrogando até o dia 30 de abril a suspensão de atendimentos eletivos no estado em clínicas, consultórios, hospitais, ambulatórios médicos, laboratórios e clínicas de imagem. Enquanto isso, em Santa Catarina, desde o dia 6 de abril voltou a ser liberado o exercício de profissionais autônomos de saúde (médicos, médicos veterinários, fisioterapeutas, odontólogos, biomédicos, enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos, nutricionistas, entre outros).

Mesmo que as atividades tenham sido retomadas em uma parcela dos consultórios e clínicas, os efeitos econômicos no período de quarentena permanecem, até mesmo pela baixa procura dos pacientes. Diante disso, gestores dessas empresas e profissionais autônomos se vêem diante da necessidade de adotar novas práticas para passarem pela pandemia com o mínimo de perdas. Por conta disso, trazemos algumas dicas que podem ajudá-los a aliviar o caixa e encarar melhor a situação.

Rever o planejamento estratégico da empresa

De acordo com o especialista em Gestão Empresarial Diego Martins, o primeiro passo nessa situação é “repensar a empresa como um todo, desde a questão financeira até o atendimento aos clientes, para que ele não vá à falência”. Questões como “meu caixa suporta a crise por quanto tempo?”, “tenho disponibilidade de crédito no mercado?” são essenciais para projetar daqui seis meses, período previsto para que a situação econômica estabilize e volte ao fluxo normal. “Vai ser um retorno gradativo e lento, mas com um olhar estruturado os empresários irão conseguir adotar medidas assertivas”, argumenta Martins.

Adiar o pagamento de tributos

Os governos municipais, estaduais e federal vêm oferecendo opções de postergação de pagamento de tributos para ajudar os empresários durante o período de crise. Em esfera municipal, um bom exemplo é o ISS no Simples Nacional. Enquanto isso, no estado há a postergação e ICMS no Simples Nacional. O advogado Douglas Herrero, diretor Instituto Brasileiro de Gestão e Planejamento Tributário (IBGPT), conta que são várias as postergações a âmbito federal, seja de tributos ou de obrigação.

Herrero dá como exemplo a postergação no pagamento do PIS/PASEP e COFINS de março e abril (transferidos para agosto e outubro), dos tributos federais do Simples Nacional e do MEI de março à maio (vencimento em outubro, novembro e dezembro) e postergação de entrega do DCTF de fevereiro à abril, e do DEFIS do Simples Nacional previsto para março (o novo prazo é para junho).

Flexibilizar os contratos

Com a Medida Provisória nº 936/2020, do Governo Federal, é possível reduzir salários e cargas horárias dos funcionários, além da suspensão de contrato por dois meses. Aos trabalhadores no regime CLT, é possível que os salários sejam reduzidos em 25%, 50% ou 70%, mas sindicatos ainda podem negociar outros valores. Além disso, junto com o corte vem a redução na jornada de trabalho, que será proporcional à diminuição salarial.

Se os funcionários tiverem um contrato de trabalho, o corte poderá ser integral, com suspensão do contrato por dois meses.
O pagamento a esses funcionários será feito em conjunto com o empregador e o governo. De que forma? Por exemplo, o funcionário que receber somente 30% do salário no trabalho, os outros 70% virão do seguro-desemprego. Se o reajuste salarial for de 50%, então metade do pagamento virá do empregador e a outra metade do seguro. Àqueles com contrato de trabalho suspenso receberão o seguro-desemprego integral.

Fidelizar o paciente

A chave do negócio é fidelizar o paciente, afinal, sem ele não há negócio. E a telemedicina pode ser um caminho para isso. A telemedicina teve suas limitações abrandadas durante a pandemia da Covid-19 e, com isso, é possível fazer atendimentos online em caráter temporário. O atendimento pode ser feito por ferramentas como Skype e Zoom ou até mesmo WhatsApp, fica a critério do profissional, desde que garanta a confidencialidade das informações e cumpra os demais princípios éticos da medicina, conforme pontua Dra. Giovanna Trad, advogada especialista em Direito Médico e da Saúde, membro da Comissão de Direito Médico e da Saúde do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) e presidente da Comissão de Biodireito da OAB/MS.

Recomenda-se a opção para acompanhamento de pacientes em tratamento. Conforme Trad, não é cabível uma consulta virtual para definir uma cirurgia gástrica eletiva, entretanto, se o paciente estiver, por exemplo, precisando controlar sintomas de sua doença crônica, aí cabe a teleconsulta. “Para pacientes já em acompanhamento/tratamento permanente, é importante priorizá-lo, tendo em vista que o médico não pode abandonar pacientes sob seus cuidados, conforme o art. 36 do Código de Ética”, afirma a advogada.

Também vale investir o tempo ocioso da equipe para aplicar uma pesquisa de satisfação com os clientes, que pode ser feita por meio de telefone, WhatsApp ou formulário on-line. Assim você vai conhecer melhor o seu público, demonstrar interesse e estreitar o relacionamento, fazer sua clínica presente na vida dele e, portanto, mais fácil de ser lembrada. Além de adquirir informações importantes para investir ainda mais no que é elogiado pelo paciente e implementar melhorias nos aspectos criticados.

Produzir conteúdo para as redes sociais

Outra maneira de engajar e manter-se próximo dos seus clientes – e também um modo de atrair novos – é manter-se ativo nas redes sociais e produzindo conteúdo de qualidade. Trabalhe com conteúdo informativo, não somente sobre a sua área de atuação, mas também sobre o próprio coronavírus. Desta maneira, a sua clínica ou consultório não apenas se manterá relevante, como também estará fomentando a credibilidade junto ao público.

Além do relacionamento com parceiros e pacientes, vale pontuar que o marketing e a publicidade médica são permitidos, mas com algumas limitações. Conteúdo informativo e educativo está liberado. A atenção precisa ser redobrada com o conteúdo que tiver teor comercial. Antes de encarar esse universo, vale a pena conferir o Manual de Publicidade Médica do CFM.

Investir em educação e treinamentos

O isolamento social oferece um tempo a mais aos profissionais, que podem aproveitar a oportunidade para investir em capacitação sem sair de casa por meio de ferramentas disponíveis online. Para os Dermatologistas, Cirurgiões Plásticos e Vasculares, assim como outros médicos interessados em aperfeiçoar suas técnicas e conhecimentos na área aplicada à estética, o Instituto Lapidare está promovendo uma série de lives e webinars com grandes nomes do cenário nacional e internacional.

Os profissionais interessados podem acompanhar a agenda de cursos nas redes sociais do Instituto ou entrar em contato por meio do telefone (47) 99710-5946 e do e-mail contato@lapidareinstituto.com.br.

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