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FALTA DE EXPOSIÇÃO AO SOL DEVIDO AO ISOLAMENTO SOCIAL PODE PROVOCAR PROBLEMAS DE PELE

Se aproveitada da maneira correta, a luz solar pode ser importante aliado da saúde porque estimula a produção da vitamina D, que proporciona uma série de benefícios aos indivíduos. No entanto, em 2020, após a declaração de pandemia mundial, e devido aos alertas para ficar em casa, as pessoas reduziram a exposição ao sol, e as consequências deste isolamento podem se tornar incômodas.

A vitamina D tem função vital no equilíbrio e funcionamento do organismo, especialmente no metabolismo de cálcio. Ao aumentar a absorção deste mineral essencial para os ossos e dentes, a vitamina D contribui para o fortalecimento do sistema imunológico, combatendo gripes e infecções, agindo na prevenção de patologias ósseas. Ainda controla inflamações, previne a hipertensão arterial, e pode evitar doenças crônicas como diabetes, esclerose múltipla, câncer, depressão, obesidade e doenças autoimunes.

Antes mesmo da pandemia e do isolamento social, estudos já mostravam que os brasileiros comumente apresentam taxas de vitamina D abaixo do adequado. Pesquisas revelam que 60% dos adolescentes, de 40% a 58% dos adultos jovens e de 42% a 84% dos idosos têm níveis baixos de vitamina D. Índices maiores nas faixas etárias mais avançadas, justamente as pessoas classificadas como grupo de risco do coronavírus. Ou seja, o perigo é ainda maior.

Apesar de ser encontrada em diversos alimentos, cerca de 90% da vitamina D presente no organismo humano são produzidas pela pele por meio da exposição solar habitual e apenas 10% são provenientes da alimentação. Por isso, a ausência da vitamina D derivada da luz solar pode desencadear diversas complicações. Sabe-se que o estresse, a ansiedade e o isolamento também são gatilhos para o desenvolvimento de doenças psicodermatológicas, ou seja, quando a pele mostra alterações provenientes da ausência de saúde mental dos pacientes.

A pele é o maior órgão de nosso corpo e extremamente reacional às emoções. Doenças como vitiligo, psoríase e dermatite atópica podem ocorrer tanto pela carência da vitamina D, quanto por transtornos psicológicos ou mais comumente por ambos.

Em recente alerta da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) sobre o surgimento ou agravamento dos casos de doenças psicodermatológicas, a coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da SBD, Dra. Marcia Senra, enfatiza que o estresse pode desencadear o aparecimento ou a piora dos quadros cutâneos, pois os estressores internos e externos rompem o equilíbrio do organismo e estimulam uma série de reações do sistema neuroendócrino, o que afeta vários elementos imunológicos das doenças de pele.

Para evitar estas situações, a SBD orienta que a população invista em bons hábitos, seguindo as recomendações de segurança adotadas em cada municípiopaa o enfrentamento do coronavírus e de acordo com o grau de evolução da doença. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda a exposição ao sol de regiões como pernas e abdome, três vezes por semana, de 10 a 15 minutos. No entanto, neste período, é importante evitar o contato do sol com áreas já frequentemente expostas como a face, pescoço, colo e braços, prevenindo assim o risco de câncer de pele.

Apesar da necessidade do sol, não pode exagerar. É importante evitar o sol do meio dia, não extrapolar o tempo de exposição de até 15 minutos, e aplicar protetor solar nas partes expostas. É fato que o protetor solar não prejudica a produção de vitamina D.

Para aumentar a taxa de vitamina D também é recomendado seguir uma dieta balanceada. Alimentos como peixes gordurosos, ovos e laticínios e alimentos que contenham grande quantidade de ômega 3 e antioxidantes são recomendados. Óleos vegetais, oleaginosas, leguminosas e frutas cítricas são boas opções para reduzir os sintomas da psoríase e da dermatite atópica.

Para evitar ou minimizar o estresse e a ansiedade, os especialistas indicam a prática de atividades físicas, bom sono, beber bastante água, além da rotina diária de cuidados com a pele, como a higienização e o uso de protetor solar, mesmo em momentos em que não há exposição ao sol.

Não há nenhum estudo que comprove a eficiência da vitamina D para a recuperação da Covid-19, no entanto, como esta vitamina contribui para a saúde humana em diferentes aspectos, considerando o período de pandemia mundial, estar com o sistema imunológico fortalecido pode ser fundamental para não ser acometido pelo vírus. A exposição ao sol, de forma correta e moderada, é um dos maiores aliados da pele, da saúde e da autoestima.

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