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PROCEDIMENTOS ÍNTIMOS RECUPERAM A SAÚDE E AUTOESTIMA DE MULHERES IDOSAS

Até há alguns anos chegar aos 30 anos era um verdadeiro assombro para as mulheres. Aos 40 a sociedade considerava que a mulher estava velha. Mas a independência, liberdade, autoestima e empoderamento femininos estão eliminando este pré-conceitos que, durante décadas, dominaram as mentalidades.

Atualmente, as mulheres estão driblando a idade e comprovando que a juventude não é definida pelo que está na certidão de nascimento, mas pelo que condiciona, prioritariamente, a mente, reforçado pelo que emoldura o corpo.

Afinal, parte desta revolução feminina que suprime o envelhecimento passa, necessariamente, pela estética e pela beleza. A alteração da textura da pele, o surgimento de rugas, marcas de expressão e manchas escuras, redução de colágeno e perda do contorno facial, entre outros, são sinais que denunciam o envelhecimento, especialmente no rosto.

Por ser o cartão de visitas de qualquer pessoa, as alterações na face geram grande incômodo e até mesmo mal-estar, sendo, portanto, a primeira região para a qual as mulheres buscam procedimentos estéticos. Algo que não é de hoje.

O que teve início durante as duas Guerras Mundiais com a cirurgia de reconstrução de face, devido a lesões graves provocadas por bombas, tiros e desmoronamentos, evoluiu consideravelmente ao longo dos anos, consolidando-se não apenas como fator de restauração estética, mas também como ferramenta de promoção da saúde e bem-estar.

Das cirurgias plásticas, botox, peeling, além de vários outros procedimentos para reestabelecer a jovialidade da face, a evolução da tecnologia e da qualificação dos profissionais permitiram a expansão dos métodos, principalmente os menos invasivos, contemplando todas as partes do corpo, até mesmo aquelas onde, antigamente, predominavam tabus e constrangimentos.

E assim o rejuvenescimento íntimo transforma a vida de cada vez mais mulheres em todo o mundo. Caracterizada como um conjunto de técnicas realizadas na vulva, grandes lábios, pequenos lábios, a área ganhou destaque, inicialmente, com a labioplastia ou ninfoplastia.

Hoje a evolução e aumento dos procedimentos, muitos sem demandar cirurgia, e resultados transformadores atraem mulheres de todas as faixas etárias, com ênfase para as classificadas como idosas.

A ginecologista Jeole Leripio, especialista no atendimento de pacientes no climatério e na menopausa, esclarece que o envelhecimento, gestações e ganho de peso afetam a região genital provocando frouxidão vulvar, o que é agravado após a última menstruação e fim da fase reprodutiva da mulher.

“A falta hormonal causa diferença na espessura da pele, na elasticidade vaginal, na capacidade de lubrificação e de libido, no tamanho das terminações nervosas, com atrofia de clitóris, o que comprometer a atividade sexual devido a dores, além de incontinência urinária”, esclarece a Dra. Joele Leripio.

Após a menopausa 100% das mulheres sofrem com ressecamento vaginal e cerca de 60% perdem urina por esforço ou urgência ao, simplesmente, fazer atividade física ou dar risada. Na maioria dos casos, estes problemas desencadeiam outros como insegurança, baixa autoestima e até distúrbios mais complexos como depressão.

Desta forma, além de buscar melhorias externas, a mulher que realiza algum tipo de procedimento íntimo procura corrigir anomalias que comprometem a saúde e a qualidade de vida.

Para isso, atualmente existem diferentes técnicas que têm como foco estimular a produção de colágeno na mucosa vaginal, reestabelecendo a sustentação da pele, tônus vaginal e aumento da vascularização da região genital. Além de resgatar a aparência jovial, o procedimento promove o estreitamento do canal vaginal, o que eleva o atrito e a sensibilidade, devolvendo o prazer durante o sexo.

Técnicas

Na maioria das vezes, na mulher idosa, a estética não é o problema principal, mas sim a parte funcional. O ressecamento impede as relações sexuais, e a falta de sexo pode causar atrofia, perda urinária e infecções como candidíase, alteração do PH, entre outros.

A Dra. Ursula Metelmann, referência na área de regeneração íntima, explica que para estas mulheres o Laser é um dos métodos mais comuns, utilizado com ação regenerativa, pois estimula o colágeno, a elasticidade, recupera a função, reposicionando no lugar adequado os órgãos que sofreram flacidez.

Para estimular o colágeno são usadas substâncias como ácido hialurônico, que auxilia também para o preenchimento, volumização e hidratação da região. Outro tratamento é realizado com o plasma rico em plaquetas, por meio do qual é utilizado o próprio sangue para retirar as células com capacidade regenerativa ao produzir auto colágeno.

Para mulheres idosas também é bastante comum procedimentos de fortalecimento de assoalho pélvico que consistem, basicamente, em cadeiras de onda eletromagnéticas ou cadeiras de ondas elétricas que melhoram a musculatura, recuperando a parte funcional.

Segundo a dermatologista Dra. Daniela Riberto, uma das mais renomadas na área com clínicas em Blumenau e Itajaí (SC), e que atende pacientes de todas as regiões catarinenses, os procedimentos íntimos transformam a vida das mulheres.

“Para qualquer mulher, urinar ao ir à academia ou ao fazer movimentos simples, e não conseguir ter relação sexual gera grande constrangimento e afeta todas as áreas da vida. O rejuvenescimento íntimo vai muito além da estética, representa saúde, autoestima, confiança, qualidade de vida”.

Assim, aliadas à revolução da medicina e da estética, as mulheres ultrapassam mais uma vez as complicações do envelhecimento, vivendo com bem-estar, segurança e liberdade, independentemente da idade.

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